Dois mercados, dois mapas.
Separar geração distribuída (telhado, comércio, agro) de geração centralizada (usina) é o recorte certo. Quem homologa para terceiros vive de GD. Quem estrutura parque vive de GC e de transmissão.
GD · GC · irradiação · tarifa · ICMS
O estudo descreve bem o fotovoltaico e acerta o ranking de maio. Mistura volume instalado com competitividade. Em outubro o Paraná já passou Minas na geração distribuída.
Separar geração distribuída (telhado, comércio, agro) de geração centralizada (usina) é o recorte certo. Quem homologa para terceiros vive de GD. Quem estrutura parque vive de GC e de transmissão.
O texto pediu “mais sol + tarifa + crédito + ICMS” e devolveu, em grande parte, o ranking de potência já instalada. São Paulo lidera GD porque tem gente, indústria e bancos — não porque o kWh solar lá seja o mais vantajoso.
Para o Hora Solar. O ICP são homologadoras de 5 a 60 processos/mês. O mapa de trabalho é volume de GD: São Paulo, Paraná e Minas concentram 20,98 GW dos 53,65 GW cadastrados em 3 de outubro de 2026 — 39% do país. Sol e tarifa explicam payback do cliente; não substituem a fila de dossiê.
O círculo é o HSP médio estadual (CustoSolar / Atlas INPE). O número acima é GD em 3/10/2026 (ANEEL via CPG). Bahia tem mais sol; São Paulo e Paraná têm mais placa no telhado.
Célula de silício, corrente contínua, inversor para CA: é o efeito fotovoltaico, não o solar térmico. Os três arranjos (on-grid, off-grid, híbrido) estão certos. Telhado, solo, rural e usina são os usos reais no Brasil.
On-grid injeta excedente e vira crédito na distribuidora. Off-grid precisa de bateria. Híbrido junta os dois. Neosolar é de fato um canal de componentes. Brasil Escola cobre o básico geográfico.
A estatística da WEG (“+77,83% no 1º semestre de 2020”) é história. A Lei 14.300 mudou o net metering: o Fio B entra na conta de quem conecta depois do marco. “Economia de até 90%” de landings de integrador não é regra — depende de tarifa, HSP, Fio B e modalidade.
Essa parte serve de glossário. Não decide estado. O nicho comercial do Hora Solar começa na homologação on-grid, não no off-grid de sítio ou barco.
O estudo copiou o ranking de 25 de maio de 2026 (ANEEL, Canal Solar / Suno): SP 6,68 · MG 5,90 · PR 4,33 · RS 3,69 · MT 3,15 GW. Esses números conferem para aquela data. Em 3 de outubro, o cadastro da ANEEL já mostrava outra ordem.
| Estado | Mai/2026 | 3 out/2026 | O que mudou |
|---|---|---|---|
| São Paulo | 6,68 GW | 7,61 GW | Segue líder |
| Paraná | 4,33 GW (3º) | 6,90 GW (2º) | Passou Minas |
| Minas Gerais | 5,90 GW (2º) | 6,47 GW (3º) | Cresceu, perdeu posição |
| Rio Grande do Sul | 3,69 GW | 3,99 GW | 4º |
| Mato Grosso | 3,15 GW | 3,18 GW | 5º, quase estável |
| Bahia | 2,80 GW | 2,98 GW | 6º |
Fontes: Canal Solar 25/05/2026; CPG / Estado do Acre com cadastro ANEEL de 03/10/2026. Brasil em GD solar: 53,65 GW. 16 estados já tinham 1 GW em maio (Maranhão foi o 16º).
O estudo citou MG 8,6 GW, depois Bahia e Piauí. O levantamento ABSOLAR reproduzido pelo Canal Bioenergia (jan/2026) está na mesma ordem, com números um pouco menores: MG 8,15 GW (40,7% da GC nacional), Bahia 2,67, Piauí 2,40, Ceará 1,78, RN 1,52. Nordeste 52% da GC; Sudeste 46,8%. Janaúba como âncora mineira é coerente com o mapa de usinas.
Cuidado com totais nacionais conflitantes: Canal Solar (set/2026) fala 54 GW GD + 23,6 GW GC. Uma nota internacional de outubro ainda citava 24,7 + 10,1 GW — metodologia antiga ou recorte diferente. Use ANEEL/ABSOLAR do semestre.
O Nordeste ganha disparado. Piauí 5,8 · Bahia 5,7 · Ceará e RN 5,6 kWh/m²/dia. Minas 5,3 (“muito bom”), Mato Grosso 5,2, São Paulo 4,8, Paraná 4,5, Rio Grande do Sul 4,3. Dizer que o norte de Minas “se compara ao Nordeste” vale para o norte; a média estadual não. Dizer que São Paulo tem sol “ligeiramente menor” suaviza 17% a menos que o Piauí.
Fonte: CustoSolar, tabela estadual baseada no Atlas Solarimétrico INPE/LABSOLAR. Geração estimada com 80% de fator de perdas.
Média das 36 grandes: R$ 0,828/kWh (sem ICMS). O estudo acerta Mato Grosso e Bahia. Estica Cemig, Copel e Enel SP.
| Distribuidora | UF | B1 R$/kWh | No estudo | Leitura |
|---|---|---|---|---|
| Energisa MT | MT | 0,899 · 7ª mais cara | “altíssimas” | Confere |
| Neoenergia Coelba | BA | 0,878 · 10ª | “altas” | Confere |
| RGE | RS | 0,859 · 12ª | fora do top 5 do texto | Tarifa ajuda o Sul apesar do sol fraco |
| Cemig | MG | 0,859 · 13ª | “historicamente entre as mais elevadas” | Acima da média, longe do topo (Enel RJ 1,06) |
| Enel SP | SP | ~0,79 | “tarifas altas” | Abaixo da média nacional |
| Copel | PR | ~0,77 · reajuste +10,23% | “tarifas pesadas” | Reajuste alto; nível absoluto não está no top 15 |
CompareSolar, ciclo 2026, tarifa B1 sem imposto. Enel SP: calculadoraenergia.com.br (R$ 0,789 desde 04/07/2026). Copel: REH ANEEL 3.592/2026, R$ 0,768/kWh homologado. Rankings “por estado” que pegam a cooperativa mais cara (Portal Solar) inflacionam SP, RS e SC — não use para o nicho de varejo da Cemig/Copel/Enel.
O Convênio CONFAZ 16/2015 autoriza isenção na energia compensada de microgeração em todo o país. Minas foi além com a Lei 22.549/2017 (Gotardelo): isenção mais ampla que o convênio. Esse extra foi classificado como fomento comercial e, no rito da LC 160/2017, tinha prazo até 31/12/2022. Tratar Minas em 2026 como “pioneiro absoluto com segurança jurídica precoce” é história verdadeira e status atual incerto. O convênio nacional continua sem data de término, e pode ser retirado estado a estado.
Não auditei linhas neste caderno. O desenho qualitativo do estudo é plausível: BDMG e cooperativas em Minas; volume dos bancos privados e Desenvolve SP em São Paulo; FCO no Centro-Oeste; Sicredi/Cresol no Paraná; FNE Sol / Banco do Nordeste na Bahia e no Piauí. Marque como tese de canal, não como ranking de taxa.
Pedido original: ordenar por sol + tarifa + financiamento + ICMS. Abaixo, nota 1–5 por fator nos cinco estados do texto, mais Piauí (melhor sol do país) que o estudo deixou de fora.
MG: sol 4 · tarifa 3,5 · crédito 4,5 · ICMS 4,5 (histórico; ressalva de prazo). PI: 5 · 5 · 4 · 2. BA: 5 · 4 · 4 · 3. MT: 4 · 4,5 · 4 · 3. PR: 2,5 · 3 · 5 · 3. SP: 3 · 2 · 5 · 3. Notas são julgamento deste caderno, não índice oficial.
A · kWh mais competitivo
Único do grupo com sol acima da média, tarifa acima da média, crédito capilar e histórico de ICMS extra. Não é o estado com mais sol nem a conta mais cara.
Sol de primeiro mundo + tarifa cara + FNE. Piauí ainda tem pouco GD (853 MW em maio) e muita GC. Bahia mistura os dois.
A tese agro + Energisa cara + FCO fecha. O estudo acertou o estado; errou ao colocá-lo atrás de São Paulo neste critério.
B · fila de homologação (GD out/2026)
Maior mercado. Tarifa e HSP não explicam o volume. Explicam densidade, renda e crédito corporativo.
A surpresa de outubro. Cooperativismo e capilaridade, com sol mediano. O estudo ainda o via em terceiro, 2 GW atrás.
Caiu para terceiro em GD e segue disparado em GC. Continua o estado mais completo para os dois produtos.
O ranking do estudo (MG, SP, MT, PR, BA) é um híbrido. Serve como lista de praças comerciais. Não é a ordem de “mais sol e esses fatores”. Nessa ordem, SP cai e PI entra. RS merecia menção: sol fraco, tarifa alta, GD de 4 GW.
Homologadora de varejo: SP, PR, MG, depois RS e MT. Payback que vende sozinho: MT, BA, PI, norte de MG. Usina e curtailment: MG + Nordeste, com o alerta de 2026 (40 GW de projetos solares devolvidos, ABSOLAR / pv magazine Brasil 14/10/2026). Não misture os três pitches na mesma slide.
HSP e tarifas são médias de concessionária/estado, não de município. Crédito não foi amostrado em contratos. A isenção extra mineira precisa de checagem jurídica atual antes de ir para proposta comercial. Este caderno não substitui o infográfico ABSOLAR nem o SIGA/ANEEL.